O Federal Reserve (Fed), banco central dos EUA, decide, nesta quarta-feira (4), a nova taxa de juros do país, em meio à alta global da inflação. A expectativa é que a decisão seja pela segunda alta em menos de dois meses, e a mudança tem potencial para impactar mercados do mundo inteiro. 

No Brasil, o Comitê de Política Monetária (Copom), do Banco Central, também decide hoje a mudança da taxa básica de juros, a Selic, com expectativa de aumento. A coincidência do calendário dos dois países é conhecida, no mercado brasileiro, como Super Quarta

O aumento da taxa de juros no Brasil não deve baixar os preços no curto prazo, apesar de servir como freio para a inflação no médio prazo. Para o consumidor que precisa de empréstimos, ela é uma má notícia. O aumento dos juros nos EUA também afetam o Brasil, pois tendem a reduzir a atratividade do mercado brasileiro para os estrangeiros — juros altos resultam em maior rendimento, então, quando nações mais ricas que o Brasil aumentam os seus, tornam-se mais atrativas para investimentos do que os emergentes. 

Com isso, o dólar tende a subir — ou, pelo menos, a não ter novas baixas significativas —, o que aumenta o preço de todos os produtos que são precificados com base na moeda norte-americana.  

Entenda o que está em jogo na reunião do Fed: QUAL É O OBJETIVO E QUANTAS ALTAS DE JUROS HOUVE NOS EUA? 


O desafio do Fed é moderar as pressões sobre os preços sem levar a economia para a recessão. O mercado espera um aumento das taxas de meio ponto percentual pela primeira vez desde maio de 2000, o que elevaria os juros entre 0,75% e 1%. O organismo estuda a possibilidade de outros seis aumentos dos juros — um por reunião — até o fim do ano.


QUAL IMPACTO A REUNIÃO DO FED TERÁ NOS MERCADOS?


Taxas altas podem ter impacto negativo no mercado acionário. Com um financiamento mais caro, as empresas poderiam investir menos. Se os custos aumentarem, uma redução da renda e dos lucros poderia afetar o valor de suas ações.


IMPACTO NA DÍVIDA DOS PAÍSES POBRES E EMERGENTES


Para as economias emergentes e em desenvolvimento, que pegam empréstimos em dólares, o risco está no aumento do custo do crédito. O FMI e o Banco Mundial alertam para possíveis dificuldades para estes países se as taxas do Fed subirem muito rapidamente. Muito endividados antes da pandemia, estes países acumularam mais dívida durante a crise sanitária.


E OS FLUXOS DE CAPITAL?


Quando as taxas de juros aumentam nos Estados Unidos ou em outras economias desenvolvidas, os investidores retiram fundos de mercados emergentes, onde os rendimentos costumam ser mais interessantes.


Se o Fed confirmar a mudança de rumo em reuniões posteriores este ano, isto colocaria pressão sobre as economias emergentes que precisam de fundos e poderia fragilizar algumas moedas. Os bancos centrais destes países podem reagir elevando suas próprias taxas de juros, algo que, por sua vez, poderia frear a atividade econômica.


O MERCADO HIPOTECÁRIO NOS EUA


As taxas de créditos hipotecários e ao consumidor nos  Estados Unidos serão afetadas. Em março de 2020, quando o Fed reduziu seus juros, estimulou o mercado imobiliário. Agora, mesmo antes de o Fed elevar as taxas em 0,25 ponto percentual em março, os pedidos de créditos hipotecários diminuíram, assim como as vendas de imóveis, em um mercado que tem mais demanda do que oferta

Fonte:Super Notícias 

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